Ação sobre áreas úmidas para acelerar a implementação do Marco Global de Biodiversidade
Documento conjunto de BirdLife International, Instituto Internacional de Gestão da Água (IWMI), União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Wetlands International, WWF e Wildfowl & Wetlands Trust (WWT), lançado em preparação para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB; CBD, na sigla em inglês).
O mundo precisa acelerar as ações para alcançar as metas globais de biodiversidade até 2030. A avaliação global do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF) aponta que as águas interiores e os ecossistemas costeiros — que incluem rios, lagos, manguezais e outras áreas úmidas — estão ficando para trás tanto em ambição quanto em implementação.
Diante desse cenário, as seis Organizações Internacionais Parceiras (IOPs, na sigla em inglês) da Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas lançaram o documento Wetland Action to Accelerate Implementation of the Global Biodiversity Framework (Ação sobre áreas úmidas para acelerar a implementação do Marco Global de Biodiversidade).
A publicação foi preparada para a COP17 CDB, que acontece de 19 a 30 de outubro de 2026, na Armênia. O documento apresenta sete ações que os governos podem adotar durante e após a conferência para fortalecer a contribuição das áreas úmidas para as metas globais de biodiversidade e ampliar as sinergias entre as agendas de biodiversidade, clima e combate à degradação da terra.
Sete ações para avançar nas metas globais
1. Reconhecer as áreas úmidas como infraestrutura natural essencial. Considerar seu papel na conservação da biodiversidade, na regulação climática e no bem-estar das pessoas nas decisões políticas e nas ações nacionais.
2. Ampliar a conservação e a restauração. Fortalecer a proteção das áreas úmidas e sua inclusão nos esforços para conservar 30% do planeta até 2030, além de avançar na restauração de ecossistemas degradados.
3. Integrar áreas úmidas às estratégias climáticas. Investir em sua proteção e restauração como parte das soluções para mitigação, adaptação e resiliência às mudanças climáticas.
4. Mobilizar recursos e rever incentivos prejudiciais. Incluir áreas úmidas nos planos de financiamento da biodiversidade, ampliar investimentos públicos e privados e redirecionar subsídios que contribuem para sua degradação.
5. Fortalecer a cooperação internacional. Aprimorar a colaboração entre convenções ambientais, governos e instituições, utilizando dados e orientações técnicas para integrar as áreas úmidas às políticas e aos planos nacionais de biodiversidade.
6. Incorporar áreas úmidas ao planejamento local e urbano. Integrar esses ecossistemas ao planejamento territorial, ao desenvolvimento das cidades e às estratégias locais de implementação das metas globais.
7. Enfrentar as causas da perda de biodiversidade. Promover mudanças em setores como agricultura, pesca, aquicultura e infraestrutura relacionada à água, além de explorar abordagens que reconheçam os direitos dos rios e das áreas úmidas.
Áreas úmidas no centro das decisões
As recomendações reforçam que alcançar as metas globais de biodiversidade exige mais do que compromissos internacionais: é necessário ampliar a implementação, o financiamento e a cooperação entre setores e governos.
O documento também destaca oportunidades de integração entre o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, a Convenção sobre Diversidade Biológica, a Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas e outros acordos ambientais multilaterais.
A publicação está disponível em inglês e espanhol. As versões em português serão disponibilizadas posteriormente.
Acesse o documento completo:
Downloads
Downloads
Documento elaborado por BirdLife International, Instituto Internacional de Gestão da Água (IWMI), União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Wetlands International, WWF e Wildfowl & Wetlands Trust (WWT), como os seis Parceiros Internacionais da Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas.