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Instituições de MS apresentam experiências da Rede TICCA em encontro latino-americano

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A atuação da Rede TICCA no Brasil e experiências ligadas ao fortalecimento de territórios tradicionais e indígenas estiveram entre os destaques do XII Seminário Brasileiro de Áreas Protegidas e Inclusão Social (SAPIS) e do VII Encontro Latino-Americano de Áreas Protegidas e Inclusão Social (ELAPIS), realizados entre os dias 18 e 22 de maio, na Universidade de Brasília (UnB), em Brasília (DF).  

Representando a Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal e a Wetlands International Brasil, a coordenadora do componente Modos de Vida, Lilian Pereira, apresentou a trajetória da organização como ponto focal da Rede TICCA no Brasil desde 2015, destacando experiências de fortalecimento comunitário e conservação baseada em direitos.  

Durante a apresentação, Lilian explicou os critérios utilizados para reconhecimento de territórios TICCA, compartilhou experiências desenvolvidas junto ao território Kalunga e destacou ações realizadas em diferentes regiões do país voltadas à proteção dos modos de vida tradicionais e à conservação da sociobiodiversidade.  

Lilian no Sapis e Elapis

A participação integrou a mesa “Povos Indígenas e Comunidades Locais no Quadro Global da Biodiversidade”, que debateu caminhos para implementação da Meta 3, voltada à ampliação da proteção ambiental com reconhecimento e participação efetiva dos povos indígenas e comunidades locais nos processos de conservação.  

Segundo Lilian Pereira, a participação da Mupan e da Wetlands International Brasil reforça a importância de ampliar espaços de diálogo entre comunidades, instituições e pesquisadores. “É um encontro que aproxima a comunidade e a academia. São nesses espaços que acontecem trocas verdadeiras, onde temos oportunidade de ouvir as comunidades e no caso da agenda TICCA pudemos compartilhar experiências do Brasil, da América Latina e do Caribe, fortalecendo redes e aprendendo juntos”, afirmou.  

Troca de experiências  

Além da apresentação institucional, Lilian acompanhou mesas e diálogos voltados à conservação inclusiva, fortalecimento territorial e proteção baseada em direitos. Logo na abertura do evento, participou de debates sobre áreas protegidas, com discussões sobre modelos de conservação mais participativos e o protagonismo das populações tradicionais na gestão dos territórios.  

Outro destaque da programação foi a mesa sobre protocolos bioculturais e governança comunitária, que teve presente Claudia de Pinho diretora do Departamento de Gestão Socioambiental e Povos e Comunidades Tradicionais (DPCT). O debate abordou instrumentos de proteção territorial relacionados ao uso de pesquisas e conhecimentos tradicionais dentro das comunidades.  

A coordenadora também participou da mesa “Entre Parentas”, organizada pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), parceiro da agenda Ywy Ipuranguete em Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu mulheres indígenas da Amazônia para compartilhar experiências sobre monitoramento territorial, produção de ciência comunitária e valorização dos conhecimentos tradicionais.  

Segundo Lilian, as experiências apresentadas dialogam diretamente com possibilidades futuras, especialmente no fortalecimento da autonomia das mulheres indígenas e na criação de redes de intercâmbio entre comunidades.  

Outra agenda acompanhada pela coordenadora foi a mesa sobre Áreas Úmidas, na qual o SESC Pantanal apresentou dados relacionados à parceria institucional com a RPPN da região, onde a Mupan e a Wetlands International Brasil atuam como parceiras.  

Além das discussões técnicas e científicas, os encontros também possibilitaram o fortalecimento de alianças internacionais, o intercâmbio de experiências entre territórios e a construção de agendas colaborativas voltadas à conservação baseada em direitos e à proteção da sociobiodiversidade na América Latina.  

Sobre o SAPIS e ELAPIS  

Os encontros reuniram pesquisadores, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e representantes de diferentes países da América Latina para debater conservação, sociobiodiversidade e governança territorial.  

Com o tema “Territórios, Áreas Conservadas e Sociobiodiversidade: caminhos para a equidade e a paz”, o evento se consolidou como um importante espaço de troca entre academia, comunidades e instituições que atuam na defesa dos territórios e dos modos de vida tradicionais.