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Oficinas de  pintura e cerâmica fortalecem artesanato Kadiwéu e geração de renda no Pantanal 

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As ações de fortalecimento do artesanato indígena no Pantanal avançaram neste fim de semana com a realização de oficinas de pintura em tecido e cerâmica no Território Indígena Kadiwéu, em Mato Grosso do Sul. As atividades fazem parte do Programa Corredor Azul, desenvolvido pela Wetlands International Brasil e pela Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal. 

O objetivo das oficinas é fortalecer o artesanato Kadiwéu, valorizar saberes tradicionais, ampliar a geração de renda e incentivar a autonomia das comunidades indígenas que vivem na região. 

Na Aldeia Campina, foram realizadas oficinas de pintura em tecido, com foco no aprimoramento das técnicas tradicionais e na produção artesanal. Já na Aldeia Alves de Barros, as atividades deram continuidade a oficina iniciada em março, com o aprimoramento de cerâmica voltada para pintura e acabamento das peças. 

Segundo Lílian Pereira, coordenadora do componente Modos de Vida, da Wetlands International Brasil e Mupan, as ações fazem parte do Plano de Qualificação Produtiva, Design Estratégico e Acesso a Mercado para o artesanato Kadiwéu, que prevê uma série de formações ao longo dos próximos meses. 

“A proposta inclui capacitação técnica, valorização cultural e estratégias para ampliar a comercialização do artesanato produzido nas aldeias, fortalecendo a cadeia produtiva local”, explicou Lílian. 

Além do aspecto econômico, as oficinas também contribuem para a preservação da cultura Kadiwéu, promovendo a troca de conhecimentos entre gerações e a manutenção de práticas tradicionais como a cerâmica e que fazem parte da identidade do povo. 

“Nosso trabalho é conectar tradição e oportunidades, sem interferir na identidade cultural do povo Kadiwéu. A cultura já existe e é extraordinária. O design entra como uma estratégia para ampliar o reconhecimento desse patrimônio, agregando valor aos produtos, fortalecendo a autonomia das comunidades e criando novas possibilidades de acesso a mercados, sempre com respeito aos conhecimentos tradicionais”, destaca Fabio Lapuente, consultor em Design Estratégico, Branding e Acesso a Mercados. 

Território Indígena Kadiwéu 

O Território Indígena Kadiwéu reúne cerca de 1.400 pessoas distribuídas em seis aldeias: Alves de Barros, Campina, Córrego do Ouro, Tomázia, São João e Barro Preto. O artesanato é uma das principais fontes de renda local e uma importante expressão cultural da comunidade.  

Da Aldeia Campina, a artesã indígena Samila Fernandes participou da oficina de pintura em tecido e destacou a importância da capacitação para o fortalecimento do artesanato Kadiwéu.  “Além de aprimorar ainda mais nossa técnica, a oficina abre portas para novos mercados e oportunidades de venda. É uma grande oportunidade para nós, do povo Kadiwéu, valorizarmos nossa cultura, mostrarmos nosso trabalho para mais pessoas e fortalecermos nossa geração de renda por meio do nosso talento e da nossa arte”, afirmou. 

As oficinas realizadas neste fim de semana dão continuidade a uma série de ações previstas para os próximos meses, com foco na qualificação da produção artesanal e no fortalecimento do artesanato Kadiwéu como atividade cultural, social e econômica no Pantanal. 

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