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Pantanal de MS avança na implementação de créditos de biodiversidade e consolida modelo inovador de financiamento ambiental 

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Evento apresenta uma nova etapa do estudo de viabilidade no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e busca criar mecanismos financeiros capazes de fortalecer a conservação do Pantanal a longo prazo. 

O Mato Grosso do Sul avança na implementação de um modelo inovador de créditos de biodiversidade no Pantanal, iniciativa que pode transformar a conservação ambiental em oportunidade de financiamento para áreas protegidas. No dia 27 de maio, em Campo Grande, instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros técnicos participam de um encontro voltado à apresentação de ações estratégicas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PEPRN). 

O evento, realizado a partir das 14h no Hotel Deville, marca o início do projeto Mecanismo de Créditos de Biodiversidade para o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PEPRN) financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como agência executora. 

A execução do evento é realizada pela Wetlands International Brasil e pela Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, em parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PEPRN) – Foto: Fibracon

O encontro reúne representantes do governo estadual e federal, parceiros institucionais, comunidade científica e setor privado, em um momento considerado estratégico para ampliar o debate sobre mecanismos econômicos aplicados à conservação. 

A iniciativa dá continuidade aos estudos técnicos desenvolvidos entre 2024 e 2025, que identificaram o potencial do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro para geração de créditos ambientais e implementação de soluções baseadas na natureza. Em julho de 2025, a Análise de Viabilidade foi oficialmente entregue à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), consolidando uma agenda conjunta entre sociedade civil, governo e parceiros técnicos. 

Entrega da Análise de Viabiliade do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro à Semadesc (julho 2025). Foto: Karine Dias

Os resultados dessa análise apontam oportunidades ligadas especialmente aos créditos de biodiversidade, fortalecendo o PEPRN como área piloto para implementação de mecanismos inovadores de financiamento ambiental, com potencial de replicação em outras áreas protegidas do país.   

Para Ana Cristina Trevelin, secretária-executiva da Secretaria Executiva de Meio Ambiente da Semadesc, o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro vem se consolidando como um importante laboratório de inovação em conservação ambiental. “A articulação entre instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros técnicos fortalece a capacidade do Estado de desenvolver soluções baseadas na natureza com potencial de replicação em outras áreas protegidas do país”, comenta. 

“O projeto representa um avanço importante, ao estruturar instrumentos financeiros capazes de dar escala às ações de conservação ambiental. Ao promover a integração entre governo, sociedade civil, setor privado e parceiros técnicos, cria-se um ambiente mais sólido para consolidar modelos replicáveis, com grande potencial transformador”, afirma Rodolfo Marçal, gerente de portfólio do FUNBIO. 

Modelo considera a onça-pintada como indicador da saúde do ecossistema 

A nova etapa representa a transição dos estudos técnicos para a implementação prática. A consultoria tem como foco estruturar as bases necessárias para viabilizar a geração de créditos de biodiversidade, incluindo monitoramento ecológico, definição de indicadores e construção de mecanismos de governança, integrando diagnóstico ecológico, plano de monitoramento e modelagem de impacto baseada na Teoria da Mudança. 

Entre as metodologias adotadas está a abordagem baseada em espécie guarda-chuva, que considera a onça-pintada como indicador ecológico. Além do trabalho de campo, que inclui o uso de tecnologias como armadilhas fotográficas e análise genética ambiental (eDNA), o projeto também prevê a estruturação jurídico-financeira necessária para viabilizar a comercialização dos créditos no mercado. 

Segundo Letícia Larcher, bióloga e gestora de projetos da Wetlands International Brasil e da Mupan: “A partir das análises de viabilidade realizadas nos últimos anos, avançamos agora para a implementação das ações que vão comprovar a presença das espécies, estabelecer a linha de base do projeto e definir compromissos concretos de conservação. Esse é um passo essencial para estruturar mecanismos de geração de créditos de biodiversidade com base técnica consistente.” 

Sustentabilidade financeira para a conservação 

O evento voltado aos créditos de biodiversidade, está alinhado a uma agenda global que busca instrumentos econômicos que possam integrar conservação ambiental e ampliar a sustentabilidade financeira para áreas protegidas, fundamentais para a natureza, economia e bem-estar humano. 

Para Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil e diretora técnico-científica da Mupan: “O que estamos buscando estruturar com esse projeto são novos caminhos e mecanismos para garantir a sustentabilidade financeira das ações necessárias para o bom manejo, proteção e conservação de áreas protegidas. Ao mesmo tempo, buscamos inspirar outras organizações e iniciativas para ampliar as ações de conservação no Pantanal.” 

Serviço: 
👉 Inscrições: https://forms.cloud.microsoft/r/QLm4JRkFnk
📍 27 de maio de 2026 
📌 Hotel Deville — Campo Grande/MS