Oportunidades para negócios sustentáveis é tema de curso em evento online nesta quarta

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Colaboradoras da Wetlands International e Mupan falarão sobre o tema 

Nesta quarta-feira (28), colaboradoras da Wetlands International e da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal ministram aula sobre oportunidades para negócios sustentáveis no curso “Saberes e Sabores da Rota Pantanal Sul”.  

A capacitação ofertada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) é voltada a profissionais de turismo que atuam em um dos sete municípios sul-mato-grossenses que integram a rota turística “Pantanal Sul e Bonito”: Bonito, Bodoquena, Jardim, Aquidauana, Corumbá e Miranda, além de Campo GrandeTem carga horária de 30 horas, segue até 30 de abril e contará com certificação para os alunos que a concluírem. Ao todo, estão inscritos 35 profissionais, que foram selecionados pela universidade a partir de requisitos predefinidos.  

“Vamos apresentar experiências que temos desenvolvido ao longo dos anos, principalmente agora com o Programa Corredor Azul (PCA), da Wetlands International, com práticas sustentáveis no Pantanal, nossa relação com o setor privado em relação à identificação e estudo que fizemos sobre as atividades econômicas sustentáveis do Pantanal, como pecuária e turismo, e uso de produtos da biodiversidade”, explica uma das ministrantes da aula, Áurea Garcia, coordenadora de políticas da Wetlands International Brasil e diretora-geral da Mupan. 

Em outro estudo, também promovido pelo PCA, foi realizado um panorama sobre o uso dos recursos naturais pelas comunidades que vivem no Pantanal. O uso sustentável destes recursos fomenta a economia dessas populações com a produção de mel, couro, cerâmicas, produtos feitos a partir de frutos e sementes da região, como bocaiuva, buriti, guavira e outros. 

   

“Conhecendo o uso desses recursos e sabendo sobre a produção das comunidades podemos promover de alguma maneira. Existem muitas comunidades no pantanal que fazem vários tipos de artesanato, por exemplo do pindó (uma espécie de palmeira), com isso conseguimos difundir esses produtos, mostrá-los em outros locais, inserir nas políticas públicas e ações de organizações não governamentais e outras instituições, visando fomentar essa renda deles”, esclarece Lilian Ribeiro, coordenadora de assuntos indígenas e comunidades tradicionais da Weltands International Brasil, que também ministrará a aula. 

Além disso, a restauração ambiental também é um chamariz para o ecoturismo no bioma, pois a paisagem e ambiente são grandes motivadores de visita à região. “A restauração é fundamental para o ecoturismo. Para estimular isso, algumas áreas precisam de intervenções, nessa cadeia estamos trabalhando com comunidades, junto ao Território Indígena Kadiwéu detalha Áurea. 

As atividades realizadas durante o curso fazem parte do projeto denominado “Pesquisa Aplicada: Concepção de Referenciais Metodológicos para os Planos Territoriais, Programas e Projetos de Qualificação no Turismo Nacional” , quetem como objeto a proposição de referenciais metodológicos para a implantação do Plano Nacional de Qualificação em Turismo (MTur, 2018) na base territorial – local e regional –, capacitando técnicos e gestores do processo de planejamento territorial garantindo que os princípios, premissas e proposições expressos na Política Nacional de Qualificação no Turismo (PNQT) sejam concretizados. 

A proposta de trabalho é possibilitada pela transferência de saberes entre entes da federação (TED) firmado entre o Ministério de Turismo (MTur) e a Universidade de Brasília – UnB, Centro de Excelência em Turismo – CET, através do seu Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas em Turismo – NPPT, grupo de pesquisa CNPq Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, através da Escola de Administração e Negócios – ESAN.