Mapeamento de precisão auxilia recuperação de áreas naturais no Pantanal

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Entre os dias 19 e 21 de junho, uma equipe técnica do projeto ‘Recuperação de Florestas Ribeirinhas Pantaneiras: beneficiando água, solo, peixes e populações do entorno da RPPN Sesc Pantanal’ estará na RPPN Sesc Pantanal, em Barão de Melgaço (MT), para um trabalho de levantamento topográfico, atendendo às demandas de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) no Pantanal.

Entorno do rio Cuiabá, limite da RPPN Sesc Pantanal | Foto: Stela Gonçalves.

O resultado gerado pela ação contribuirá para o reconhecimento, coleta e processamento de dados para o mapeamento de precisão da região, de forma a subsidiar transplantes de mudas nativas previstas na RAD planejada.

Sobre este levantamento, a engenheira ambiental e mestre em cartografia, Stela Gonçalves, evidencia que o trabalho de campo garantirá maior precisão dos dados existentes por meio de mapeamentos digitais.

“Precisamos saber com precisão quais são os dados da superfície terrestre na localidade, a sua cobertura vegetal e a elevação de suas formas, isso porque as espécies que serão transplantadas e o seu manejo dependem dos níveis de inundação que são regulados pela altitude do terreno”, explica a engenheira.

Capivaras à margem do rio Cuiabá, RPPN Sesc Pantanal | Foto: Stela Gonçalves.

O projeto “Recuperação de Florestas Ribeirinhas Pantaneiras: beneficiando água solo, peixes e populações do entorno da RPPN Sesc Pantanal” é um projeto piloto que servirá de modelo para a implementação de novos trabalhos de Recuperação de Áreas Degradadas no Pantanal.

A iniciativa acontece por meio de um arranjo institucional entre Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan), Wetlands International Brasil, Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Áreas Úmidas (INAU) e Sesc Pantanal; e conta com o financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) por meio do Projeto Estratégias de Conservação, Recuperação e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o FUNBIO como agência executora”.